quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
(Vale a pena ler denovo)

ícaro gaya em três momentos que marcaram sua vida pra sempre.
(mentira, nada a ver, mas vale enfatizar que eu estava nos três momentos, por isso
foi tão importante pra ele)
essa foi a montagem mais cafona da minha vida.
e com certeza vai ser o parabéns mais ridículo do mundo:
eu queria mesmo ter o poder de abraçar curando tudo e todos, e principalmente o ícaro que sempre acreditou que sou uma boa garota capaz de fazer ele feliz, mal ele sabia que quando a gente ía pra coordenação por algum motivo besta que a tia madá inventava, eu sempre ficava lá na sala da eliana mais tempo reclamando do ícaro e que ele que era o mal caminho pra mim. ele me influenciava e me obrigava a fumar na sala, queimar as carteiras e humilhar os professores. ele gostava de inventar jogos mortais na aula do melém e a chave do mistério sempre tava no meu olho ou no dele pra gente poder ficar pensando como a gente se mataria e a gente sempre chegava à conclusão que nunca pegaríamos a chave por que eu não ía conseguir matar ele e nem ele à mim. ele tá entendendo tudo que to escrevendo aqui (eu espero), até porque com certeza só ele vai ler. sempre os dispintados na sala. quando tu não ías eu ficava sozinha roendo unha e totalmente anti-social. quando eu não ía ele dormia o dia inteiro, haha.
pois é ícaro, eu também quero um abraço da sapatão do churros e quero que ela venha de madrugada no caminhão dela ficar embaixo da minha cama.
eu nunca mais tinha escrito aqui. eu tenho trauma disso. ninguém lê, eu sempre acho uma merda e me sinto uma grande idiota. eu juro que essa é a última vez na minha vida que eu escrevo mais que três linhas, juro.
ah sim, parabéns ícaro. eu tenho certeza que a daqui a 30 anos a gente vai se encontrar na fila da montanha-russa de san francisco com nossos filhos.
Luiza em 13 de março de 2007
domingo, 25 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Madrugada
Como a gente vai estar daqui há algum tempo? Os mesmos. Sempre fomos pelo que eu me lembre. O corpo não, ele cai a cada passado. Já não ando pela cidade como se ela fosse um desenho num papel cartográfico demarcado pelos milímetros, centímetros e decímetros. Hoje a cidade em mim se faz em léguas e milhas, e até parece não ter mais rua que se dê pra caminhar. O calor me incomoda muito, ainda mais agora que não tenho com quem passear. Eu me lembro quando eu andava com quem eu encontrasse pela rua, acompanhava até em casa, esperava o pai chegar...eu gostava disso. Até hoje gosto. Hoje não sou mais o mesmo. Mas sou o mesmo por que me lembro, e sei que fui, por isso sou.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
2 cigarros
Só tenho 2 cigarros pra escrever isso.
O primeiro cigarro é o do dia, no máximo ao finalzinho de tarde: bonito, ensolarado e calorento. Egoísmo, vaidade e vício jogados pra dentro dagente...sempre pra dentro. A fumaça que se solta pros outros é um pedaço do que veio pra dentro, um pedaço do que a gente acha do mundo, por isso já não é nosso, e não nos diz respeito. A fumaça é a penumbra sutil do caráter de cada um. O homem que trabalha solta fumaça fina, do que sobrou do dia, do que vai ser o dia; o homem de vida fácil solta fumaça frenética, charmosa, bem-humorada e que também tem um certo tipo de insegurança, e até de insensatez com ele próprio. Um até lamento. Enfim, como eu disse, fumaça não me diz respeito: é jogada pro mundo.
Esse primeiro é o cigarro da risada, do encontro, da espera do ônibus - quase sempre jogado ao chão pela metade, incompreendido, incompleto - do início de um pensamento, do devaneio rápido que dura no máximo 10 minutos: pensa-se na família, no trabalho, e até nos problemas do mundo, praqueles que ainda tem tempo, mas pensa-se principalmente do que vai ser. O que vai ser? O primeiro cigarro nunca é levado a sério... é quase desimportante. Dá a liga, o prazer, o baque com a calma que fumante só encontra no primeiro cigarro. Ele é sempre o da possibilidade, do 'vounumvou'. E depois que se fuma - que se fuma - nada importa, joga fora, como se fosse...sei lá...o primeiro cigarro.
O segundo significa lá no fundo um adeus: solene adeus pro pulmão, ou pra conversa fora jogada no bar. O último cigarro, no meu caso, o segundo, é a tentativa de tentar ficar mais um pouco, procurar nos bolsos a carteira, pra ver se sobrou o cigarro da sorte virado de cabeça pra baixo. Não. Não tem. É o último, e não vai mais ser fumado por ninguém. O último é o frio e solitário, da volta pra casa, da espera do ônibus, e esse, diferente do primeiro, pode esperar outro ônibus passar, quase nunca é jogado fora, por que o último também representa o desespero de que o tempo não volta, só corre pra frente. Tragos paranóicos pra dentro, procurando um devaneio, a esperança de que não acabe, de que seja novamente o primeiro...cigarro dos desiludidos. Acaba só no filtro. E o que se filtra desse momento? Nada. A espera pro outro dia, pro outro primeiro cigarro - que na verdade nunca mais vai ser o primeiro- mas sim o milésimo, o milionésimo: isso é vício e o meu infelizmente acabou: o meu, o nosso o de todos acabou. O último cigarro é uma saudade.
O primeiro cigarro é o do dia, no máximo ao finalzinho de tarde: bonito, ensolarado e calorento. Egoísmo, vaidade e vício jogados pra dentro dagente...sempre pra dentro. A fumaça que se solta pros outros é um pedaço do que veio pra dentro, um pedaço do que a gente acha do mundo, por isso já não é nosso, e não nos diz respeito. A fumaça é a penumbra sutil do caráter de cada um. O homem que trabalha solta fumaça fina, do que sobrou do dia, do que vai ser o dia; o homem de vida fácil solta fumaça frenética, charmosa, bem-humorada e que também tem um certo tipo de insegurança, e até de insensatez com ele próprio. Um até lamento. Enfim, como eu disse, fumaça não me diz respeito: é jogada pro mundo.
Esse primeiro é o cigarro da risada, do encontro, da espera do ônibus - quase sempre jogado ao chão pela metade, incompreendido, incompleto - do início de um pensamento, do devaneio rápido que dura no máximo 10 minutos: pensa-se na família, no trabalho, e até nos problemas do mundo, praqueles que ainda tem tempo, mas pensa-se principalmente do que vai ser. O que vai ser? O primeiro cigarro nunca é levado a sério... é quase desimportante. Dá a liga, o prazer, o baque com a calma que fumante só encontra no primeiro cigarro. Ele é sempre o da possibilidade, do 'vounumvou'. E depois que se fuma - que se fuma - nada importa, joga fora, como se fosse...sei lá...o primeiro cigarro.
O segundo significa lá no fundo um adeus: solene adeus pro pulmão, ou pra conversa fora jogada no bar. O último cigarro, no meu caso, o segundo, é a tentativa de tentar ficar mais um pouco, procurar nos bolsos a carteira, pra ver se sobrou o cigarro da sorte virado de cabeça pra baixo. Não. Não tem. É o último, e não vai mais ser fumado por ninguém. O último é o frio e solitário, da volta pra casa, da espera do ônibus, e esse, diferente do primeiro, pode esperar outro ônibus passar, quase nunca é jogado fora, por que o último também representa o desespero de que o tempo não volta, só corre pra frente. Tragos paranóicos pra dentro, procurando um devaneio, a esperança de que não acabe, de que seja novamente o primeiro...cigarro dos desiludidos. Acaba só no filtro. E o que se filtra desse momento? Nada. A espera pro outro dia, pro outro primeiro cigarro - que na verdade nunca mais vai ser o primeiro- mas sim o milésimo, o milionésimo: isso é vício e o meu infelizmente acabou: o meu, o nosso o de todos acabou. O último cigarro é uma saudade.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Divagar devagar com la globalización
O que eu queria agora era dançar um mambo muito do seu caliente! pra dançar de bund'fora num bairro russo no Zaire, ser preso numa boutique de luxo no subúrbio de Polinésia por roubar objetos cortantes imaginários de alta periculosidade. Cavar um túnel e sair na Caximira. Bombardear as pirâmides gateadas esquecidas de Eleanor Rigby. Não. Queria mesmo ser o motivo do conflito árabe-israelense pra poder relaxar. E ser por aproximadamente 0,3 segundos a crise mundial; impeanchemar o Obama e vender um carro usado pra poder enfim me mandar pra Recife,e lá sim eu ia poder escrever uma canção sobre a diáspora grega e voltar correndo pra Montevidéu onde eu teria um encontro-rapto com um telégrafo pra telegrafar o que o mundo todo sempre quis telegrafar: I'M PREGNANT!
Não vegar
Preciso de dor pra viver
preciso de dor mais do que de água
água salgada cortando q'nem faca
à toda a força de pompa à proa
à toa
dor soprando as velas como crinas coloridas
não impreciso de água
só sei sentir em frase, nada em prosa
só consigo em verso
e se converso na verdade não sei se prosa
só se pompa ou se proa
se navega ou se nalfraga
e planejar, será que eu possível?
será que está possível?
só é se dor, e se não for...ah...
preciso de dor mais do que de água
água salgada cortando q'nem faca
à toda a força de pompa à proa
à toa
dor soprando as velas como crinas coloridas
não impreciso de água
só sei sentir em frase, nada em prosa
só consigo em verso
e se converso na verdade não sei se prosa
só se pompa ou se proa
se navega ou se nalfraga
e planejar, será que eu possível?
será que está possível?
só é se dor, e se não for...ah...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Aqui em casa tudo continua em paz: sem árvores de natal, nem papai-noel subindo a parede, nem enfeites que não tem nada a ver com a vida de ninguém (pelo menos aqui no Brasil) nem luzinhas pra aumentar o consumo de energia e gastar mais água nas eclusas das hidrelétricas. A casa respira sem dificuldade no meio dessa loucura que é o natal misturada com essa crise mundial misturada com essas tragédias ecológicas. E isso não é por que a minha casa abriga uma família politico-ecologicamente correta. É que dá preguiça armar tudo isso...e achar mais um plug pras luzinhas.
Se Jesus nasceu dia 25 de Dezembro eu não sei. Sei que a minha vó, sim.
Se Jesus nasceu dia 25 de Dezembro eu não sei. Sei que a minha vó, sim.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Talvez Gato
Eu, gato, que não jazo sobre o vaso declaro que à partir de hoje todas as portas dos santuários estão abertas pra mim. Para meu culto. Tá, não só pra mim, mas pra todos os meus irmãos leopardos, panteras e leões.
Li um dia em um olho d'água que eu talvez seja Deus. E que talvez ser deus tenha tanta importâcia quanto ser um deus necessariamente dito. E que talvez esse talvez ser deus signifique o fato de que talvez isso só dê mais engenho pra eu próprio ser meu próprio deus. Estou quase chegando a uma séria conclusão obviamente astuta mas estou com preguiça de continuar.
Óbvio...
Sou um gato, e talvez a santa adoração não me suscite nada...olha...lá vem o otário do Ícaro.
Talvez eu sinta saudade dele de vez em quando.
Li um dia em um olho d'água que eu talvez seja Deus. E que talvez ser deus tenha tanta importâcia quanto ser um deus necessariamente dito. E que talvez esse talvez ser deus signifique o fato de que talvez isso só dê mais engenho pra eu próprio ser meu próprio deus. Estou quase chegando a uma séria conclusão obviamente astuta mas estou com preguiça de continuar.
Óbvio...
Sou um gato, e talvez a santa adoração não me suscite nada...olha...lá vem o otário do Ícaro.
Talvez eu sinta saudade dele de vez em quando.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Desconstruções
O círio foi uma tragédia. Nosso respeito foi tanto que a Yasmin chegou a vomitar na passagem da santa no círio do motocross...acho que é a corrida de moto do círio, né?
Ah foda-se...Cisne vai ter a pré-estréia agora quarta feira e eu não tô no clima
caralho
Alguma coisa aqui em casa tá fedendo a xixi de bebê.
Ah foda-se...Cisne vai ter a pré-estréia agora quarta feira e eu não tô no clima
caralho
Alguma coisa aqui em casa tá fedendo a xixi de bebê.
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