
Colegas da Uepa: Brena (um saco), Eu, Rodrigo (meu ex vice representante de turma, deixou a turma ao relento, corro um risco de impeachment muito forte agora com sua saída da Granja do catete), Marcelle, Luena (Dois sacos) e o Márcio agachado.
"Depois do acidente com má utilização literária da xilocaína, eu volto a discorrer sobre aflições minhas. O Ícaro por exemplo é uma grande aflição minha.
Não porque ele é um corno safado, filho-da-puta que fica durante cinco semanas sumido de casa.
...
mas porque ele tá sumidaço da minha vida."
E todo mundo já sabe quem escreveu.
"Werther, o suicida, ao dispor-se para a morte, nas últimas linhas que escreve, lamenta não tornar a ver a bela constelação da Ursa Maior, de que se despede. Oh! Como se denuncia nesse pormenor o jovem Goethe! Porque gostaria tanto o jovem Werther dessa constelação? É que cada vez que nela punha os olhos se convencia que não era um átomo, nem um zero; que todo aquele abismo de divinas maravilhas não era superior ao seu pensamento e à sua consciência, ao ideal de beleza que trazia na alma, sendo, portanto, igual a ela, e dotado de vida infinita...E que ventura esse grande pensamento, que lhe revelava quem ele próprio era! Estava-lhe grato pelo "seu semblante humano".
"Alto Espírito, obrigado pelo rosto humano que me deste!"
Eis qual devia ser a oração do grande Goethe para o resto da sua vida. Nós acabamos da forma mais simples com esse rosto humano, sem circunlóquios germânicos; entre nós ninguém pensa em despedir-se da Ursa Maior ou Menor; até teríamos vergonha de pensar nisso."