domingo, 24 de fevereiro de 2008

Domingo

Fomos, eu e a Sofia, à Praça da República. Voltamos agora cansados e famintos. Dia cheio!
Preciso de terminar de ler o Werther...e escrever um conceito pra cultura...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

A Porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!


(Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Tenho dois professores Criacionistas no meu curso...Deus me livre.

Pra Luiza


A Porta


Um dia eu entrei por uma porta em que as trancas, apesar de robustas e imponentes, eram fáceis de ser abertas: bastava tentar, e estar ciente de que você poderia entrar, ou não.
Eu sempre via essa porta correndo por aí, há muito tempo atrás, com outras portas com quem ela hoje não se abre mais.
Corria com as fechaduras abertas, quase sorrindo. Alguns se iludiam em pensar que esse quase sorriso era um convite para entrar: nunca foi. Ela nunca convida ninguém pra entrar. As coisas é que vão entrando, e ela não suporta por que não é uma barragem. Porta não é concreto. Tu. É feita pra se passar. Não sair. Pra sair existe a morte, o adeus; e não a porta. Não você.
Os segredos do outro lado, apesar de ter entrado e saído inúmeras vezes ( de vez em quando eu saio e não consigo entrar denovo. As trancas, apesar de fáceis de serem abertas, são robustas e imponentes) eu ainda não consegui descobrir. Um dia eu quase pude ver uma mobília empilhada de segredos lá dentro, mas as coisas acontecem tão rápido, e a gente nem dá importância pra mobília velha que às vezes cai em nosso pé e causa dor.
Ela me manda notícias quando corre pelo mundo; eu recebo cartas por debaixo das frestas. Às vezes pedem socorro, me beijam a memória, ou me deixam recados indicando por onde eu devo passar; cartas mal escritas com palavras estrábicas, presas em um clipe-de-papel de qualquer furta-cor. Sempre o mesmo clipe-de-papel.
Quando eu quiser sair e der o meu adeus, essa porta vai se encontrar em algum lugar do mundo correndo, ainda; e da sua fechadura há de cair duas gotas de óleo-de-máquina, e nesse momento vai nascerá um olho no lugar da sua fechadura de tanto nunca ver. Essa será a porta do meu caixão.

Olhuda

Tira esses olhos grandes do futuro
E sá meia do pé pro pénsamento entrar
É pelo pé que desvia o caminho
e pelo pé à encontrar a saída
Des-me-di-da

Eu te desenho sem o giz-de-côr
e já sei de cor como vou desenhar
Sofia, Sofia desvia da cor
Que sei de cor, mas não vou alembrar

Quem tem sabe o caminho
Sorte temos e assim nos perdemos
encruzilhada no seu coração
Sofia, Sofia, Maria, Maria
Emília, Emília, Manuca, Manuca
Katinha, Katinha (Quero muito pedir pro papai musicar só por esse trechinho)

Ai que diabo de mundo sabido
Mundo moreno dos olhos grandes
Que olha, e olha e não sabe onde está
Menina correndo pro lado de lá


(Música que eu escrevi pra Sofia, e está esperando ser musicada)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008


Sofia

!

Hoje eu cruzei o Bojador e vi que o horizonte não despenca, o monstro marinho era uma rocha e os cíclopes não são tão ruins assim!
Da próxima vez eu levo vocês.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Hoje é um domingo diferente: Só nessa semana eu já tive uns 10 futuros. 11 com o futuro que eu não cogitava e que, por fim, era o que está acontecendo.
Viver é o grande ato de aceitar. Quem não consegue aceitar não consegue viver bem.
Eu tô tentando.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Preciso me encontrar

"Quero assistir o sol nascer, ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver"
Cartola

Bem aventurados aqueles que tem um útero próprio (que provavelmente fica guardado na gaveta mais perto do chão da razão e da força de vontade) para poder nascer, sair e viver novamente.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Neste exato momento eu estou me apaixonando. Aos poucos. Ainda não sei por quem.
- E precisa ser "Quem"?
E o "Que", o "Onde", o "Até", o "Quando"...onde eles entram no ato se apaixonar de cada um de nós? Eu me apaixono em todos os tempos, advérbios, e pronomes. É importante!
Não quero "quem": quero o "é", o "está"...ou nem isso.

Estou apaixonado por ela (é coisa).
Cada miado do violino (dessa por quem eu estou me apaixonando) é como um trenzinho me pedindo pra voltar pra infância: no tempo em que eu ficava ouvindo a Rádio AM esperando a minha mãe voltar da rua...era tão triste e tão sofrido...não saber onde minha mãe estava e sentir tanto medo era paixão? Tô ficando doido.


Só sei de uma coisa: não quero mais "quem" na minha vida, não...quero só "essa".

Pronto, passou...não quero mais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Brigitte Bardot















Brigitte
tem uma mãe assassina. Teve sorte. Sortuda de verdade! - De verdade!
Mamífera, fera. Imaginando o corte da carne e o miado-sussurrado-persuasivo-gritante-felino-lindo!
Brigitte, vou te buscar às 8. Não demoro.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Eu, hein

Dois mil e oito já calçou o tênis e correu na minha frente. Trapaceou: correu antes do meu tempo gritar 'já!', e eu fiquei aqui com cara de xavasca me perguntando sobre o que não vem ao caso agora. Fico pensando na morte da Tieta...e por falar em morte depois eu vou contar o triste fim das minhas sementes de abóbora.

Parece que a Paloma tá vindo daqui há alguns dias, quero falar com a Olinda pra ver se ela me introduz ao Acordeon que eu tô louco pra aprender.
Domingo tenho prova de vestibular denovo. Ai, dureza. Droga, queria escrever tudo o que aconteceu durante esses dias. Bem que dois mil e oito podia dar uma esperadinha, por que eu não tô muito afim de correr.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Luiza me disse

"Não gosto das saudades que tenho de ti, porque são tão bonitas...
Eu sempre lembro da gente no ideal ou aqui em casa ou no teu aniversário, ou em salinas, tu cuidando de mim. Cara, fiquei feliz por teres passado. Eu quero que fiques bem, ano que vem e em todos os outros anos, seja comigo ou sem migo." (29/12/2007)

Tenho muitas novidades e muita ressaca. Depois eu conto.